Deus tem um plano para nós que às vezes não entendemos

15 | Agosto | 2019

Sou o mais novo de cinco irmãos, quatro rapazes e uma rapariga. Nasci no dia 20 de fevereiro de 1994. Os meus pais eram católicos piedosos mas tinham problemas no seu matrimónio, por causa do alcoolismo do meu pai. Depois da morte da minha mãe, o meu irmão mais velho e eu fomos viver com uma das minhas tias. Depois de pouco tempo na sua casa o meu tio pôs-nos na rua. Fui um menino da rua entre os 6 e os 8 anos e a minha tia não pôde fazer nada. Apesar de vivermos na rua íamos à escola e lá davam-nos de comer. Milagrosamente o nosso rendimento académico e desportivo era muito alto para meninos da rua. Pouco tempo depois fui viver para a casa de uma outra tia e foi aqui que Deus começou a comunicar-me o que realmente queria de mim. Em 2011 foi o ano da Jornada Mundial da Juventude em Madrid e eu fui escolhido para representar a escola, mas a 9 de julho, num acidente de carro, faleceu o meu irmão e os seus dois filhos assim como outras seis pessoas e eu fiquei em coma durante duas semanas. Deus tem um plano para nós que às vezes não entendemos. No meu último ano de estudos solicitei o ingresso no seminário da minha diocese. Quando cheguei o meu Bispo foi muito direto e perguntou-me sobre a minha vocação. E foi assim que cheguei a Roma, à Universidade Pontifícia da Santa Cruz. É aqui que tenho a sorte de estar a receber formação no Colégio Eclesiástico Internacional Sedes Sapientiae, graças ao esforço dos meus benfeitores que me compensam por tudo o que passei.